"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". (Paulo Freire)
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quinta-feira, 25 de março de 2010

COM A INTERNET, SERÁ O FIM DO LIVRO IMPRESSO?



Por: Jucelino Gabriel da Cruz


Será que a era da leitura e escrita está para terminar? Para responder gostaria de citar o resultado da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada em 2007 e divulgada no ano de 2009 pelo Instituto Pró-Livro, em parceria com o IBGE, afirmando que cresceu o número de leitores no Brasil. É de se destacar que essa pesquisa foi realizada numa época em que, também segundo o IBGE, cresce o número de brasileiros com acesso a internet (75,3% em três anos). Estão ao alcance os livros digitais e outros textos on-line.


Nas escolas públicas temos os livros didáticos, que representam uma ferramenta a mais no trabalho pedagógico, senão a mais importante, conforme a realidade de algumas escolas que não possuem sequer acesso à internet e uma biblioteca com obras diversificadas. Nessas condições, cabe ao educador buscar outros meios para enriquecer sua metodologia de ensino de maneira a propiciar uma aprendizagem significativa.

O livro é essencial. Pensar sobre sua importância é pensar sobre a própria essência do ser humano, no que tange sua constante capacidade de formação e evolução. Sem sombra de dúvidas cada um enumeraria diversas situações em épocas diferentes em que este objeto foi amigo capaz de apontar soluções e entreter, mesmo com o advento das novas tecnologias e da internet, principalmente. Seguramente ele continuará tendo seu espaço.

Por outro lado, não se pode acomodar. É de se destacar a necessidade de obras cada vez mais completas e atrativas para continuar conquistando seu público fiel, assim como as novas gerações de leitores. É preciso inovar, reinventar. Acredito que o investimento em bibliotecas públicas, também com conexão à internet pode se constituir um casamento perfeito, uma vez que é impossível acessar as informações em contextos sem internet.

Certamente é de suma importância conservar o saber coletivo, entretanto, na atualidade, o material impresso é apenas mais uma maneira de se fazer isso, e não é ecologicamente correta. Seja o livro impresso ou digital, o importante é gostar de ler. Muitas pessoas preferem o bom e velho livro impresso.
São diversas obras literárias, revistas, jornais, livros didáticos e paradidáticos, enciclopédias, propagandas, histórias em quadrinhos, cordel, revistas, entre outros, que representam as diversas formas e meios de se desenvolver o saudável e indispensável exercício da leitura.

Despertar esse hábito nas crianças, adolescentes e jovens significa se preocupar com a formação de novos escritores, uma vez que para ser um bom escritor, primeiramente deve ser um bom leitor.