"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". (Paulo Freire)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

PROJETO "CULTURA SESC ITINERANTE" DESENVOLVIDO EM CACOAL

Por Jucelino Gabriel da Cruz

Ocorreu nesta semana no Teatro Municipal de Cacoal uma série de atividades artísticas e culturais, entre elas as apresentações teatrais (com atores e atrizes da Companhia de teatro Evolução de Porto Velho – Rondônia) bem como os filmes inspirados em contos infantis do escritor irlandês Oscar Wide, que mais chamaram a atenção dos pequenos estudantes.

Tudo resultado do projeto intitulado como “Cultura SESC Itinerante”, numa parceria entre a Secretaria Municipal de Educação de Cacoal - SEMED, Sesc e Fundação Cultural de Cacoal – FUNCCAL. (O SESC - Serviço Social do Comécio - Rondônia segue fazendo parcerias por diversas cidades do estado).

Neste evento um fato me chamou a atenção: Depois de assistir a um dos espetáculos uma aluna do primeiro ano do Ensino Fundamental, com muita satisfação comenta para a colega “Olha! Eu acho que estou sonhando!”. A professora, que presenciou a cena, comentou comigo. E dentro do ônibus, retornando para a escola, pudemos perceber que o contentamento era geral. Cada um destacava ao colega um momento que mais o marcou, além de toda uma forma de socialização característica das crianças.

É essa a realidade daqueles estudantes da zona rural. O que ocorre de diferente em suas rotinas são as atividades educativas proporcionadas pela escola. Agora imaginem se esta, por sua vez, mantiver somente a dura e pobre rotina dos exercícios para memorização com a ameaça da avaliação? Ou pior - da reprovação? 

Poderíamos passar horas e horas passando o sermão de que é importante escolher um bom livro e lê-lo, por exemplo, que teria uma grande probabilidade de não ter efeito algum, enquanto que, num evento como aquele, depois de um espetáculo teatral, os estudantes certamente levarão, e acredito que levaram uma mensagem para a vida toda, enriquecendo os seus valores que podem ser multiplicados num momento oportuno e mais, perceber que existem perspectivas de melhoramento humano bem próximas.

Mesmo que a escola promova um ensino dinâmico e participativo no ambiente escolar, há de se valorizar locais e eventos extraescola com a finalidade de fazer do ambiente educativo um espaço cada vez mais agradável e vantajoso.

Para finalizar o evento a Companhia de teatro Evolução apresentou o espetáculo “É crime não saber ler”, uma peça adulta muito criativa que tive a oportunidade de assistir com a família.

Parabéns aos organizadores e fica aqui o pedido para que continuem oportunizando mais e mais eventos dessa categoria a esta população do interior do estado que ainda vive tão distante da arte e da cultura.

Forte abraço a todos!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

CONCLUSÃO DO MÓDULO BÁSICO DO CURSO DE MÍDIAS NA EDUCAÇÃO

Por Jucelino Gabriel da Cruz.

Alunos do Curso de Mídias na Educação se reuniram hoje, dia 08 de junho de 2010, com a finalidade de apresentar os projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento em suas escolas, como requisito para obtenção de notas e conclusão do Módulo Básico do referido curso.

O encontro ocorreu na Sala de Multimídia da Escola Carlos Gomes, neste município de Cacoal.

O Programa de Formação Continuada em Mídias na Educação é oferecido numa parceria da Fundação Universidade Federal de Rondônia - UNIR, por meio do Núcleo de Ciência e Tecnologia e do Departamento de Física.

As apresentações foram de alto nível. Favoreceram a troca de experiências para a melhoria do ensino e, por que não, a autoavaliação das práticas pedagógicas.

O tema do projeto que apresentei foi “Uso das TICs e Mídias como incentivo à Aprendizagem”. Mas como a utilização das TICs podem influenciar numa aprendizagem significativa? Foi essa pergunta que tentei responder, aliás, é o que devemos nos perguntar a todo momento ao planejarmos as atividades pedagógicas, bem como buscarmos continuamente as respostas aperfeiçoando as nossas práticas.

O educando deve se sentir importante, ao passo em que vai se tornando construtor do seu próprio saber fazendo uso das tecnologias e mídias a ele disponibilizadas.

O Projeto Didático apresentado trata do uso de alguns recursos tecnológicos e mídias no ensino, de forma que os mesmos possam se integrar tornando o ambiente educativo propício à uma educação de qualidade.

O educador propiciará a utilização de tais recursos de diversas formas no processo de ensino, como instrumento de orientação e facilitador da aprendizagem do estudante, abrangendo os aspectos expressivos, evolutivos, investigadores, lúdicos, metalingüísticos, informativos, motivadores.

Nosso agradecimento a todos os colaboradores, membros da mesa julgadora e, em especial ao tutor do Curso de Mídias na Regional de Cacoal, Mirivan Carneiro Rios.

Grande abraço a todos e até o próximo módulo.

domingo, 23 de maio de 2010

SECRETÁRIO EXECUTIVO DO MEC MINISTRA PALESTRA EM CACOAL

Por Jucelino Gabriel da Cruz

O Secretário Executivo Adjunto do MEC – Ministério da Educação Francisco das Chagas Fernandes palestrou no I Encontro Municipal de Profissionais da Educação do Município de Cacoal e região. O evento foi organizado pela Prefeitura Municipal de Cacoal, SEMED - Secretaria Municipal de Educação, CME - Conselho Municipal de Educação e Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia – SINTERO, que no dia 13 de maio reuniu aproximadamente 600 profissionais da educação.

O objetivo foi prestar esclarecimentos acerca da Lei 12.014/2009, que altera o artigo 61 da LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A mudança representa grande avanço e serve de estímulo à formação acadêmica e habilitação de todos os profissionais da educação. As categorias profissionais são: Professores, especialistas da educação e funcionários de escola.

O início de tudo foi a sanção do PLS 507/03, de autoria da senadora Fátima Cleide, que também participou do evento. Merendeiras, zeladoras, vigias foram especialmente privilegiados, uma vez que podem ser tratados com mais respeito e ampliar sua dignidade a partir do momento em que investir em formação.

O Secretário Executivo destacou alguns avanços como, por exemplo, o FUNDEB que tem 5% do PIB – Produto Interno Bruto e deve chegar a 7%, o Piso Salarial dos educadores podendo obrigatoriamente ser corrigido anualmente, entretanto alertou para a necessidade de maiores investimentos e compromissos como o Plano Nacional de Educação que deve vigorar a partir de 2011, com suas metas, diretrizes e estratégias para 10 anos. Disse da importância dos planos municipais e estaduais adequados ao federal.

Outro projeto citado foi o Fundo Social do Pré-Sal, onde 50% do fundo será direcionado à valorização dos profissionais da educação, com salário, carreira e formação.

O Secretário Executivo disse também que, assim como existe a Lei de Responsabilidade Fiscal para o executivo, a Conferência Nacional de Educação poderá decidir sobre a criação da Lei de Responsabilidade Educacional.

sábado, 1 de maio de 2010

PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE LULA EM HOMENAGEM AO DIA DO TRABALHO 2010

Comentado por Jucelino Gabriel da Cruz

Brilhante pronunciamento do Excelentíssimo Senhor Presidente Luíz Inácio Lula da Silva.
Quando ele disse sobre "não dar ouvidos aos derrotistas", lembrei-me da parábola da "Formiga surda", que vence todos os obstáculos por não ouvir as palavras de desânimo dos que estavam próximos. Era confiante de que tinha a capacidade e a força para atingir os seus objetivos.
Simpatizo muito com essa magnífica personalidade que é o Presidente Lula. Líder nato, íntegro, determinado.
Com Dilma ou Serra para próximo presidente, que o Brasil possa ver "prosperar" este ciclo de desenvolvimento econômico, diminuição da desigualdade e inclusão social (12 milhões de empregos com carteira assinada, 31 milhões de pessoas entraram na classe média, 24 milhões saíram da linha da miséria, segundo pronunciamento do Presidente Lula). Acredito que o Brasil pode ir muito além, principalmente se os investimentos em educação forem maiores.
Educador merece mais dignidade e respeito. Quando os educadores farão festas em vez de protestos, no 1º de maio ou no dia 15 de outubro?
A "inclusão social" pode e deve ser feita, não só com programas assistenciais, mas com investimentos sólidos na cultura e na aducação, em maciços e eficazes programas de valorização dos professores, afim de que estes se sintam estimulados a permanecer no exercício da função e melhoramento profissional.
Devemos ficar de olho nos investimentos dos recursos oriundos do Pré-sal que, segundo este mesmo pronunciamento, devem ser direcionados às áreas da educação, saúde, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia.
Vamos continuar torcendo para que as coisas contunuem dando certo neste país "sem limites para crescer".


Segue o vídeo do pronunciamento do presidente Lula em homenagem ao Dia do Trabalho.


domingo, 25 de abril de 2010

FIM DA GREVE

FIM DA GREVE
Por Jucelino Gabriel da Cruz


Chega ao fim o movimento grevista. Não significa que os problemas acabaram.
No campo das negociações, fica a expectativa do cumprimento de acordos firmados com o administrativo. Mesmo que as reivindicações da classe sejam atendidas, existe outro ponto que merece toda atenção e cuidado – o das inter-relações pessoais.
Alguns servidores foram favoráveis ao movimento grevista e participaram ativamente, outros continuaram os seus trabalhos normalmente. O ambiente de trabalho necessariamente, deve passar por um processo de nova harminização. A equipe de gestores deve encontrar uma forma de propiciar um ambiente mais harmonioso possível para que os “choques de ideias” e o clima pouco amigável sejam minimizados.
Uma oração coletiva e um breve “bate-papo” informativo sobre as conquistas da classe pode ser uma sugestão para elevar a autoestima do grupo antes de reiniciar os trabalhos.
Rever os projetos inacabados ou definidos com a equipe de servidores e com a comunidade escolar e buscar, coletivamente a sua concretização, fazem parte do processo de normalização.
Os 200 (duzentos) dias letivos ou as (800) oitocentas horas deverão ser cumpridos. Existe assim a necessidade de reposição. Este é outro ponto a ser observado com atenção e discutida a saída mais viável.
Pronto! Respirando fundo é hora pensar positivo e recomeçar.
Que venham os dias melhores!

sábado, 17 de abril de 2010

GREVE! TEM PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

GREVE! TEM PEDRA NO MEIO DO CAMINHO
Por Jucelino Gabriel da Cruz

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Quando Drummond escreveu este poema, certamente se referia às adversidades encontradas por ele e por várias pessoas, na vida social, financeira, pessoal e profissional. E quantas pedras estão no caminho, principalmente dos educadores, que estão em movimento de greve em alguns estados e municípios brasileiros, neste primeiro quadrimestre de 2010.

É lamentável e quase incompreensível esses movimentos. Não que eu não concorde com a decisão dos educadores, apoiados em seus sindicatos, em paralisarem suas atividades, também porque este é um direito garantido na Constituição Federal em seu artigo 9º e na Lei nº 7.783/89 onde asseguram o direito de greve a todo trabalhador, competindo-lhe a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Refiro-me ao fato de estarmos vivendo um momento histórico para a educação, onde se anuncia recursos grandiosos a serem investidos, por meio dos diversos programas do governo federal. Isso alimenta uma expectativa que não corresponde, quase sempre, ao que se presencia na maioria das instituições escolares, gerando um clima de desesperança. O que se deseja é que as melhorias apareçam, e rápido, principalmente no contracheque.

O FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação, ao ser criado, trouxe uma esperança muito grande para os educadores, uma vez que, em síntese, traria maior dignidade e respeito àqueles que têm a missão de educar.

Por outro lado, ao gestor público cabe obedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal, nº 101 de 2000, não ultrapassando o limite prudencial da folha de pessoal, que é de 51, 3% da receita. Entretanto, fica a pergunta: Se a educação tem seu recurso próprio e recebe complementação do governo federal, por que entra no total geral da folha?

Mas, voltando à greve, torçamos que haja sempre uma possibilidade de consenso entre administradores e servidorismo público, para que os clientes – os alunos – não sejam prejudicados em seu direito à educação de qualidade.

“Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra...” que esta pedra seja retirada e possamos prosseguir a nossa jornada.

Até a volta!

jdgabrielcacoal@gmail.com

domingo, 28 de março de 2010

A ESCRITA E A LEITURA NO HIPERTEXTO

Por: Jucelino Gabriel da Cruz

São inúmeras e consideráveis as mudanças que estão ocorrendo na alfabetização, no letramento e nos demais processos educacionais, nesta era da cultura digital.  Podemos citar, por exemplo, o acesso a textos em contextos; a facilidade de acesso a vídeos, imagens, mapas, sons, tabelas, entre outros; O aprendizado de forma coletiva, cooperativa e interativa; O acesso a um maior número de informações de forma objetiva; O desenvolvimento do próprio estilo cognitivo.
 Cabe à escola saber lidar com a cultura do hipertexto, nessa nova realidade, é de responsabilidade do educador a orientação aos alunos de maneira que possam ampliar a quantidade e a qualidade das informações pesquisadas. Ele é um facilitador do processo de ensino e aprendizagem. O educando torna-se co-autor, participando de maneira mais ativa e optando pela melhor forma de desenvolver sua aprendizagem.
De fato a internet está mudando nossa relação com a leitura e a escrita.  Acredito que o computador e a internet podem estar servindo de estímulo à leitura, uma vez que possibilita ao leitor o acesso às informações atrativas de forma hipertextual e em tempo real. Ao contrário do que muita gente pensa, o computador e a internet não serão uma ameaça à leitura. No artigo produzido por Claudia Augusto Dias, intitulado como “Hipertexto: evolução histórica e efeitos sociais” destaca-se que “(...) A televisão não substituiu o teatro ou o rádio. As videolocadoras e as TVs a cabo não provocaram a falência dos cinemas.” É visível o fato de que a sociedade está sujeita a mudanças sociais e culturais.
Esse processo é inevitável. As características diversificadas da sociedade brasileira podem estar sendo um fator determinante para a mudança ou não de valores em relação à cultura digital. É oportuno e importante falar da necessidade de políticas públicas que possibilitem e efetivem cada vez mais a inclusão digital das minorias. Mas é sabido que o público é variado. Salientar que alguns elegem as obras literárias em material impresso, dizendo serem mais agradáveis de se ler. Elas são completas por si só, não necessitando, na maioria das vezes, de pesquisas extras.  
O hipertexto é subversivo porque é construído coletivamente, contém pensamentos diversificados. O leitor poderá seguir caminhos diferentes na compreensão do texto, dado o grande número de Links que o conduzem a vídeos, imagens ou outros textos de forma articulada fugindo à linearidade.
Algumas das dificuldades são encontradas pelos leitores ao realizarem leituras apoiadas por suportes virtuais. Segundo pesquisa realizada pela educadora Maria Cláudia de Oliveira da Universidade Estácio de Sá - UNESA, a perda do foco da leitura (início, meio e fim), uma vez que os links podem causar tal distração e a leitura por muito tempo na tela do computador estão entre os principais reclames. Algumas pessoas dizem até imprimir os textos para fazerem uma melhor leitura.  Outros leitores dizem se sentir inseguros e confusos.
Apesar dessas desvantagens, certamente uma das maiores vantagens que podem ser apontadas em relação à leitura apoiada por suportes virtuais é o fato de tornar propícios os cursos à distância e a sua não-linearidade. O criador do termo “hipertexto” foi Theodor H. Nelson. Os hipertextos são utilizados principalmente nas áreas da educação, comunicação e organização de dados. Aos educadores, uma facilidade a mais para sua prática educativa.
A idéia de autoria é colocada em cheque com os hipertextos. Como preservar os direitos autorais se os hipertextos possuem um “processo mais aberto de infinitas interligações”? Se são infinitos e inacabados não se pode definir seu autor, simbolizam a contínua construção do conhecimento.
Que venham os avanços e evoluções e que nunca nos falte a curiosidade e disposição para fazer bom uso disso tudo.

DIAS, Cláudia Augusto. Ciência da Informação, versão impressa ISSN 0100-1965. Ci. Inf. v.28 n.3 Brasilia set./dez. 1999.

PAN, Maria Cláudia de Oliveira, em http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:VConX-jit-0J:www.abed.org.br/congresso2005/, acesso em 28 de março de 2010.

RAMAL, Andrea Cecilia, em  http://www.revistaconecta.com/destaque/edicao04.htm, acesso em 28 de março de 2010.