"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino". (Paulo Freire)

domingo, 25 de abril de 2010

FIM DA GREVE

FIM DA GREVE
Por Jucelino Gabriel da Cruz


Chega ao fim o movimento grevista. Não significa que os problemas acabaram.
No campo das negociações, fica a expectativa do cumprimento de acordos firmados com o administrativo. Mesmo que as reivindicações da classe sejam atendidas, existe outro ponto que merece toda atenção e cuidado – o das inter-relações pessoais.
Alguns servidores foram favoráveis ao movimento grevista e participaram ativamente, outros continuaram os seus trabalhos normalmente. O ambiente de trabalho necessariamente, deve passar por um processo de nova harminização. A equipe de gestores deve encontrar uma forma de propiciar um ambiente mais harmonioso possível para que os “choques de ideias” e o clima pouco amigável sejam minimizados.
Uma oração coletiva e um breve “bate-papo” informativo sobre as conquistas da classe pode ser uma sugestão para elevar a autoestima do grupo antes de reiniciar os trabalhos.
Rever os projetos inacabados ou definidos com a equipe de servidores e com a comunidade escolar e buscar, coletivamente a sua concretização, fazem parte do processo de normalização.
Os 200 (duzentos) dias letivos ou as (800) oitocentas horas deverão ser cumpridos. Existe assim a necessidade de reposição. Este é outro ponto a ser observado com atenção e discutida a saída mais viável.
Pronto! Respirando fundo é hora pensar positivo e recomeçar.
Que venham os dias melhores!

sábado, 17 de abril de 2010

GREVE! TEM PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

GREVE! TEM PEDRA NO MEIO DO CAMINHO
Por Jucelino Gabriel da Cruz

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Quando Drummond escreveu este poema, certamente se referia às adversidades encontradas por ele e por várias pessoas, na vida social, financeira, pessoal e profissional. E quantas pedras estão no caminho, principalmente dos educadores, que estão em movimento de greve em alguns estados e municípios brasileiros, neste primeiro quadrimestre de 2010.

É lamentável e quase incompreensível esses movimentos. Não que eu não concorde com a decisão dos educadores, apoiados em seus sindicatos, em paralisarem suas atividades, também porque este é um direito garantido na Constituição Federal em seu artigo 9º e na Lei nº 7.783/89 onde asseguram o direito de greve a todo trabalhador, competindo-lhe a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Refiro-me ao fato de estarmos vivendo um momento histórico para a educação, onde se anuncia recursos grandiosos a serem investidos, por meio dos diversos programas do governo federal. Isso alimenta uma expectativa que não corresponde, quase sempre, ao que se presencia na maioria das instituições escolares, gerando um clima de desesperança. O que se deseja é que as melhorias apareçam, e rápido, principalmente no contracheque.

O FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação, ao ser criado, trouxe uma esperança muito grande para os educadores, uma vez que, em síntese, traria maior dignidade e respeito àqueles que têm a missão de educar.

Por outro lado, ao gestor público cabe obedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal, nº 101 de 2000, não ultrapassando o limite prudencial da folha de pessoal, que é de 51, 3% da receita. Entretanto, fica a pergunta: Se a educação tem seu recurso próprio e recebe complementação do governo federal, por que entra no total geral da folha?

Mas, voltando à greve, torçamos que haja sempre uma possibilidade de consenso entre administradores e servidorismo público, para que os clientes – os alunos – não sejam prejudicados em seu direito à educação de qualidade.

“Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra...” que esta pedra seja retirada e possamos prosseguir a nossa jornada.

Até a volta!

jdgabrielcacoal@gmail.com

domingo, 28 de março de 2010

A ESCRITA E A LEITURA NO HIPERTEXTO

Por: Jucelino Gabriel da Cruz

São inúmeras e consideráveis as mudanças que estão ocorrendo na alfabetização, no letramento e nos demais processos educacionais, nesta era da cultura digital.  Podemos citar, por exemplo, o acesso a textos em contextos; a facilidade de acesso a vídeos, imagens, mapas, sons, tabelas, entre outros; O aprendizado de forma coletiva, cooperativa e interativa; O acesso a um maior número de informações de forma objetiva; O desenvolvimento do próprio estilo cognitivo.
 Cabe à escola saber lidar com a cultura do hipertexto, nessa nova realidade, é de responsabilidade do educador a orientação aos alunos de maneira que possam ampliar a quantidade e a qualidade das informações pesquisadas. Ele é um facilitador do processo de ensino e aprendizagem. O educando torna-se co-autor, participando de maneira mais ativa e optando pela melhor forma de desenvolver sua aprendizagem.
De fato a internet está mudando nossa relação com a leitura e a escrita.  Acredito que o computador e a internet podem estar servindo de estímulo à leitura, uma vez que possibilita ao leitor o acesso às informações atrativas de forma hipertextual e em tempo real. Ao contrário do que muita gente pensa, o computador e a internet não serão uma ameaça à leitura. No artigo produzido por Claudia Augusto Dias, intitulado como “Hipertexto: evolução histórica e efeitos sociais” destaca-se que “(...) A televisão não substituiu o teatro ou o rádio. As videolocadoras e as TVs a cabo não provocaram a falência dos cinemas.” É visível o fato de que a sociedade está sujeita a mudanças sociais e culturais.
Esse processo é inevitável. As características diversificadas da sociedade brasileira podem estar sendo um fator determinante para a mudança ou não de valores em relação à cultura digital. É oportuno e importante falar da necessidade de políticas públicas que possibilitem e efetivem cada vez mais a inclusão digital das minorias. Mas é sabido que o público é variado. Salientar que alguns elegem as obras literárias em material impresso, dizendo serem mais agradáveis de se ler. Elas são completas por si só, não necessitando, na maioria das vezes, de pesquisas extras.  
O hipertexto é subversivo porque é construído coletivamente, contém pensamentos diversificados. O leitor poderá seguir caminhos diferentes na compreensão do texto, dado o grande número de Links que o conduzem a vídeos, imagens ou outros textos de forma articulada fugindo à linearidade.
Algumas das dificuldades são encontradas pelos leitores ao realizarem leituras apoiadas por suportes virtuais. Segundo pesquisa realizada pela educadora Maria Cláudia de Oliveira da Universidade Estácio de Sá - UNESA, a perda do foco da leitura (início, meio e fim), uma vez que os links podem causar tal distração e a leitura por muito tempo na tela do computador estão entre os principais reclames. Algumas pessoas dizem até imprimir os textos para fazerem uma melhor leitura.  Outros leitores dizem se sentir inseguros e confusos.
Apesar dessas desvantagens, certamente uma das maiores vantagens que podem ser apontadas em relação à leitura apoiada por suportes virtuais é o fato de tornar propícios os cursos à distância e a sua não-linearidade. O criador do termo “hipertexto” foi Theodor H. Nelson. Os hipertextos são utilizados principalmente nas áreas da educação, comunicação e organização de dados. Aos educadores, uma facilidade a mais para sua prática educativa.
A idéia de autoria é colocada em cheque com os hipertextos. Como preservar os direitos autorais se os hipertextos possuem um “processo mais aberto de infinitas interligações”? Se são infinitos e inacabados não se pode definir seu autor, simbolizam a contínua construção do conhecimento.
Que venham os avanços e evoluções e que nunca nos falte a curiosidade e disposição para fazer bom uso disso tudo.

DIAS, Cláudia Augusto. Ciência da Informação, versão impressa ISSN 0100-1965. Ci. Inf. v.28 n.3 Brasilia set./dez. 1999.

PAN, Maria Cláudia de Oliveira, em http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:VConX-jit-0J:www.abed.org.br/congresso2005/, acesso em 28 de março de 2010.

RAMAL, Andrea Cecilia, em  http://www.revistaconecta.com/destaque/edicao04.htm, acesso em 28 de março de 2010.

quinta-feira, 25 de março de 2010

COM A INTERNET, SERÁ O FIM DO LIVRO IMPRESSO?



Por: Jucelino Gabriel da Cruz


Será que a era da leitura e escrita está para terminar? Para responder gostaria de citar o resultado da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada em 2007 e divulgada no ano de 2009 pelo Instituto Pró-Livro, em parceria com o IBGE, afirmando que cresceu o número de leitores no Brasil. É de se destacar que essa pesquisa foi realizada numa época em que, também segundo o IBGE, cresce o número de brasileiros com acesso a internet (75,3% em três anos). Estão ao alcance os livros digitais e outros textos on-line.


Nas escolas públicas temos os livros didáticos, que representam uma ferramenta a mais no trabalho pedagógico, senão a mais importante, conforme a realidade de algumas escolas que não possuem sequer acesso à internet e uma biblioteca com obras diversificadas. Nessas condições, cabe ao educador buscar outros meios para enriquecer sua metodologia de ensino de maneira a propiciar uma aprendizagem significativa.

O livro é essencial. Pensar sobre sua importância é pensar sobre a própria essência do ser humano, no que tange sua constante capacidade de formação e evolução. Sem sombra de dúvidas cada um enumeraria diversas situações em épocas diferentes em que este objeto foi amigo capaz de apontar soluções e entreter, mesmo com o advento das novas tecnologias e da internet, principalmente. Seguramente ele continuará tendo seu espaço.

Por outro lado, não se pode acomodar. É de se destacar a necessidade de obras cada vez mais completas e atrativas para continuar conquistando seu público fiel, assim como as novas gerações de leitores. É preciso inovar, reinventar. Acredito que o investimento em bibliotecas públicas, também com conexão à internet pode se constituir um casamento perfeito, uma vez que é impossível acessar as informações em contextos sem internet.

Certamente é de suma importância conservar o saber coletivo, entretanto, na atualidade, o material impresso é apenas mais uma maneira de se fazer isso, e não é ecologicamente correta. Seja o livro impresso ou digital, o importante é gostar de ler. Muitas pessoas preferem o bom e velho livro impresso.
São diversas obras literárias, revistas, jornais, livros didáticos e paradidáticos, enciclopédias, propagandas, histórias em quadrinhos, cordel, revistas, entre outros, que representam as diversas formas e meios de se desenvolver o saudável e indispensável exercício da leitura.

Despertar esse hábito nas crianças, adolescentes e jovens significa se preocupar com a formação de novos escritores, uma vez que para ser um bom escritor, primeiramente deve ser um bom leitor.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PROJETO "UMA VIAGEM PELA ITÁLIA"

Por: Jucelino Gabriel da Cruz

O Projeto Uma Viagem Pela Itália (Progetto Un Viaggio Per L’Italia) foi desenvolvido nos anos de 2007 e 2008 na Escola Agustinho Goes de Oliveira, no Município de Cacoal - Rondônia, com o objetivo de ensinar um pouco da língua e da cultura italiana, numa parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e a FECIBESP – Federação das Entidades Culturais Ítalo-Brasileiras do Estado de São Paulo (Federazione delle Entità Culturali Italo-Brasiliane dello Stato di San Paolo), sob a coordenação da Professora Solange Carla Ziles Notaro.

Aos participantes do curso temos boas notícias! Como promessa é dívida, queremos pagar a nossa. Estou falando dos certificados. Temos em mãos os de participação no Concurso de Desenho e também de Participação no Curso de Lingua e Cultura Italiana, que chegaram de São Paulo no final do ano passado.

Cursandos, pedimos a gentileza em divulgar esta informação e passarem na Escola Agustinho Goes de Oliveira para que possamos combinar a entrega dos mesmos. Podem entrar em contato também pelo e-mail abaixo. Tenho certeza que estes certificados farão a diferença no currículo de vocês. Continuem se atualizando sempre. Todos são muito importantes para nós! Lembrem-se: O sucesso pertence a vocês!!


Ah! Na sequência estão os vídeos com documentário do projeto. Espero que gostem dos principais momentos.


Em Língua Portuguesa





Narrado em italiano.



Davvero... Impossibile è dimenticare ognuno di voi in quest'incredibile lavoro!
Baci e Abbracci a tutti.

jdgabrielcacoal@gmail.com

COMO COPIAR VÍDEOS DO YOU TUBE?

Por: Jucelino Gabriel da Cruz

Existem programas específicos como como o VDownloader e o aTubeCatcher, por exemplo, para fazer downloads e as conversões de vídeo. Mas é necessário, obviamente, tê-los instalados no seu computador e corre-se o risco de pegar vírus nesse processo. E se tiver que acessar outro PC e ter que fazer esse trabalho, então? Pois existe uma maneira de fazê-lo sem precisar de programa algum. Siga os passos:

1 – Localize o vídeo no You Tube;

2 – Copie a URL do vídeo;

3 – Acesse o site: http://www.keepvid.com e cole a URL;

4 – Clique em download e escolha a qualidade do vídeo (MP4 ou FLV).

Pronto! É só salvar o vídeo no seu computador! Agora já se pode contar com um recurso pedagógico a mais seja qual for o tema a ser tratado. É a garantia de que a sua aula ou reunião será mais atrativa ainda. Sucessos!

jdgabrielcacoal@gmail.com

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

QUAL O SEU PODER DE RESILIÊNCIA?

Por: Jucelino Gabriel da Cruz

A felicidade e realização pessoal e profissional é objetivo comum. E nessa busca, todo indivíduo está sujeito a sucessos e insucessos. Lutar pelos ideais é correr riscos. Acerca disso, vale refletir sobre um termo que foi e está sendo bastante discutido, a RESILIÊNCIA, que, segundo o dicionário Priberam, vem do inglês resilience, entendido pela física como a “Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.” E, no sentido figurado, ou no que tange ao ser humano, como a “Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.”
O que faz de um indivíduo um ser resiliente são as competências emocionais que ele possui. A capacidade de se reerguer dos sofrimentos de situações indesejadas faz parte das novas exigências para o mercado de trabalho de toda e qualquer empresa, e por que não considerar, de todos os momentos da vida. Certamente têm lugar garantido as pessoas adaptáveis, bem humoradas, confiantes e esperançosas. Esta habilidade pode ser desenvolvida ou ampliada.

A capacidade de lidar com emoções perturbadoras e impulsos, manter-se honesto e íntegro, ser responsável, apresentar ideias inovadoras e estar atualizado frente às novas informações são habilidades indicadoras de “autoregulação”, indispensáveis à vida social e profissional.

Isso só é possível graças à autoestima. Não existem barreiras para quem tem autoestima elevada. Ela é resultado principalmente de autoconhecimento. Junto a ela vem o otimismo. Sócrates já alertava: “Conheça-te e ti mesmo!”. Autoconhecer-se começa pela análise dos pontos positivos e negativos de si próprio. Conhecer as potencialidades pessoais e os pontos que ainda carecem de aperfeiçoamento é demonstração de “autopercepção”.

A vontade de se aproximar do outro, de querer que este faça parte ou continue no quadro de servidores de uma instituição é despertada quando se percebe indicadores de motivação e atitudes de amor e respeito próprio, bem como empatia e interesse pelos colegas e consciência da filosofia da instituição. Óbvio que é uma via de mão dupla, ou seja, a instituição deve propiciar um ambiente motivador também.

Gostaria de destacar a importância de saber ouvir. Esta é uma habilidade de poucos. Quando se ouve uma pessoa olhando-a nos olhos, emite-se a mensagem de que o que ela está falando é importante e que ela também o é. Conforme a situação, essa atitude pode ajudar no processo de resiliência do outro.

Cotidianamente amar as pessoas com um amor “Agapè”, ou seja, incondicional, sempre com pensamentos e ações positivas, incentivando-as e propiciando-as o crescimento pessoal e profissional, também se caracteriza como inteligência emocional. Aliás, o conhecimento técnico, por si só, não garante o êxito em nenhuma profissão. Ele deve se somar à inteligência emocional, que “significa administrar sentimentos de forma a expressá-los apropriada e efetivamente, permitindo às pessoas trabalharem juntas, com tranqüilidade, visando suas metas comuns.” As relações interpessoais quando bem solidificadas ajudam, e muito na coesão do grupo. Cada um tem uma importante contribuição em prol da instituição.

Mais precisamente em sala de aula, o educador emocionalmente inteligente, com autoestima elevada é capaz de minimizar casos de indisciplina e violência. Ele “Projeta nos alunos segurança, carinho, interesse e compreensão, motivando um ambiente acolhedor, e não um local de confrontos, castigos e punições.” Existem várias estratégias para tornar o ensino e aprendizagem atrativos. Na postagem anterior, já considerava que as atitudes do educador tem influência direta na vida dos educandos.

Qualquer que seja a função que desempenha ou planeja desempenhar, a vida que leva, é importante ter a disponibilidade de ser como a Fênix, que renasce das cinzas. Mentalizar que as dificuldades existem, mas que também existem as forças interiores para superá-las e que ninguém está sozinho neste mundo. Jamais se dar por vencido. A razão das dificuldades é manter a alerta, para que o indivíduo não possa se acomodar. Tirar proveito de tudo o que acontece na vida, inclusive dos problemas. Aí vale aquela máxima: “Na crise? Crie!” Essa é uma habilidade de ser resiliente.
Grande Abraço e Sucessos!

Referências Bibliográficas
Goleman, Daniel – Trabalhando com a Inteligência Emocional, Rio de Janeiro, Objetiva, 1998

http://www.algosobre.com.br/carreira/a-importancia-da-resiliencia-na-gestao-de-carreira.html, acesso em 14 de fevereiro de 2010

http://www.priberam.pt/dlpo/Default.aspx

Hunter, James C. – O Monge e o Executivo – Uma História Sobre a Essência da Liderança, Rio de Janeiro, Sextante, 2004

Simka, Sérgio em: http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=10962, acesso em 15 de fevereiro de 2010